sexta-feira, 31 de julho de 2015

Projeto Serpentes

Projeto Serpentes

Educador: Jóice Nunes
Turma: Segundo Ano               

Projeto da FIC – Serpentes

Início: Junho/2015  Previsão de término: Agosto/2015

Justificativa:

As cobras são animais que causam grande repulsa à maioria das pessoas, que acabam tendo impressões equivocadas, como, por exemplo, a de achar que a pele das cobras é úmida. As cobras apresentam características externas e internas interessantes, que despertaram a curiosidade dos alunos. O presente projeto foi elaborado a partir do interesse da turma e pela atual falta de material com informações claras e confiáveis.

Objetivos do projeto:

- Observar as cobras e suas características morfológicas externas.

- Diferenciar as cobras estudadas, como por exemplo, as peçonhentas das não peçonhentas.

- Aprender os significados da serpente como símbolos.

Competências/habilidades a serem desenvolvidas:

Reconhecer, diferenciar e identificar as serpentes pesquisadas.

Estratégias que serão utilizadas:

- Solicitar aos alunos que pesquisem e observem suas características, desenhando-as e identificando-as, além de classificar os exemplares.

- Organizar diferentes exemplares confeccionados com sucata nas bancadas da FIC.

- Ressaltar a necessidade de se fazer uma comparação entre os diferentes exemplares.

- Organizar painéis com as espécies serpentes pesquisadas, os tipos de veneno e os sintomas após a picada.

- Estudar as cobras como símbolos na mitologia, na religião e na literatura.

- Saída Pedagógica à Fundação Zoobotânica em Porto Alegre.  
Recursos:
Pesquisas na internet, sucata para confecção das amostras das serpentes e saída de campo à Fundação Zoobotânica de Porto Alegre.
Culminância (Fechamento do projeto, relacionado às hipóteses das crianças):
Produção de painéis informativos em grupos, sobre cada exemplar estudado.
Confecção com sucata das serpentes pesquisadas.
Apresentação na FIC do Colégio.
Avaliação do desenvolvimento do Projeto:

Observar se os alunos obtiveram as informações procuradas para apresentação do trabalho na FIC e para saciar o desejo de conhecer mais sobre essa categoria de répteis. 


Cobra peçonhenta e não peçonhenta: Diferenças
Cabeça
Peçonhenta: achatada, triangular e bem destacada.
Não-peçonhenta: estreita, longa e pouco destacada.


Olhos e fosseta lacrimal
Peçonhenta: olhos pequenos, com pupila em fenda vertical; a fosseta lacrimal está entre os olhos e as narinas.
Não-peçonhenta: olhos grandes, com pupila circular; não possuem fosseta lacrimal.


Escamas do corpo
Peçonhenta: alongadas, pontudas, imbricadas, com carena, apresentando um aspecto áspero.
Não-peçonhenta: achatadas, sem carena, apresentando um aspecto liso e lubrificado.


Teto da cabeça 
Peçonhenta: as escamas são semelhantes à do corpo.
Não-peçonhenta: as escamas são substituídas por placas grandes.


Cauda
Peçonhenta: é curta e afina bruscamente.
Não-peçonhenta: é longa e afina gradualmente.


Atitude
Peçonhenta: atacam quando são perseguidas.
Não-peçonhenta: fogem quando são perseguidas.


Hábitos

Peçonhenta: noturnas.
Não-peçonhenta: diurnas.


Movimentos
Peçonhenta: lento.
Não-peçonhenta: rápido.


Postura de filhotes
Peçonhenta: ovovivíparas.
Não-peçonhenta: ovíparas 


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Soro

O soro antiofídico é um medicamento para tratar mordidas de cobras venenosas. É obtido a partir de anticorpos do sangue do cavalo, principalmente e hoje o soro é usado  em todo o mundo. Vital Brazil descobriu o soro e a sua especificidade, percebendo que cada veneno produzia um soro específico, isto é, o soro obtido a partir do veneno do animal que causa o acidente só neutraliza a ação desse veneno.

O processo de produção do soro antiofídico consiste na aplicação de pequenas doses de veneno no animal. Neste período, o organismo do cavalo produz anticorpos contra o veneno. Depois de um determinado período sofre sangria. Os anticorpos são separados por centrifugação do sangue. Em seguida ele sofre liofilização (remoção da água) e é armazenado.

No Brasil são produzidos basicamente os seguintes soros antiofídicos:
  • Antibotrópico = contra acidentes de jararacas
  • Anticrotálico = contra acidentes de cascavel
  • Antilaquético = contra acidentes de surucucu
  • Antielapídido = contra acidentes de cobra-coral
  • Anticrotálico-botrópico = contra acidentes com cascavéis e jararacas
  • Antibotrópico-laquético = contra acidentes com jararacas e surucucus  
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As Sepentes como símbolos


Na religião, mitologia e literatura, serpentes e cobras, muitas vezes representam a fertilidade ou uma criativa força vital, elas também têm sido associadas com a água e a terra, porque muitos tipos de cobras vivem na água ou em buracos no chão. Os antigos chineses ligam as serpentes com a chuva que dá a vida.

Conforme as cobras crescem, muitas delas mudam a sua pele em vários momentos, revelando por baixo uma brilhante nova pele. Por esta razão, as cobras se tornaram símbolos de renascimento, de transformação, de imortalidade e cura.

Para os gregos e os egípcios, a serpente representada eternidade. Ouroboros, o símbolo grego da eternidade, é constituído de uma cobra enrolada em um círculo ou arco, mordendo o próprio rabo. Os Ouroboros surgiram a partir da crença de que as serpentes comem-se e renascem de si mesmas em um ciclo interminável de destruição e criação.

Vivendo sobre e no solo, as serpentes passaram a ser vistas em algumas religiões e mitologias como guardiões do submundo. Neste papel elas podem representar sabedoria oculta ou mistérios sagrados, mas também tinham outros significados mais sinistros. O uso de serpentes como símbolos de morte, mal ou traição podem estar relacionado com o fato de que algumas delas são tóxicas e perigosas. Satanás e outros demônios têm sido frequentemente retratados como cobras, como na história bíblica do Jardim do Éden, onde a astuta serpente tenta Eva e Adão a desobedecer a Deus.

Os Nagas da mitologia budista e hindu mostram como serpentes podem simbolizar tanto o bem como o mal, esperanças e medos. Embora esses deuses-cobra pode assumir qualquer forma, incluindo um humano por completo, muitas vezes apareciam como cabeças humanas em corpos de serpente. 

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Serpentes estudadas: 

Coral Verdadeira
Cascavel
Urutu Cruzeiro
Sucuri
Naja
Piton 

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Serpentes confeccionadas pelos alunos:






















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