quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O Livro dos Manuais

Oiee
Recentemente estava eu, em uma dessas lojinhas de bazar "a partir de 1.99", vasculhando se encontrava algum "achado" (sempree encontro) e como de costume: Achei o Achado (ou ele me achou? rsrs)... Bem... Encontrei na prateleira de livros, a princípio pareciam usados, mas não, tinha um livro que eu ainda não tinha lido do meu amado autor Paulo Coelho! O livro se chama "O livro dos Manuais" e eu não tinha ainda na minha coleção do Paulo Coelho. Nem pensei, paguei a merreca de 3.99 (SIM!) e devorei-o! Como sempre, Paulo Coelho me surpreende mais uma vez, o livro é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! Sou suspeita né, amo a linguagem desse autor, e recomendo! Deixo com vocês um trecho do livro e ao final o link que achei na net para baixá-lo. Big Beijos... Bye!


Manual para Ser Aceito na Sociedade como Uma Pessoa Normal

♦ Aceitar qualquer coisa que nos faça esquecer nossa verdadeira identidade e nossos sonhos e nos faça apenas trabalhar para produzir e reproduzir.

♦ Aceitar que é possível ter regras para uma guerra.

♦ Gastar anos fazendo uma universidade para depois não conseguir trabalho.

♦ Trabalhar de nove da manhã às cinco da tarde em algo que não dá o menor prazer, desde que em 30 anos a pessoa consiga aposentar-se.

♦ Aposentar-se, descobrir que já não tem mais energia para desfrutar a vida, e morrer em poucos anos, de tédio.

♦ Uso de botox.

♦ Procurar ser bem-sucedido financeiramente, ao invés de buscar a felicidade.

♦ Ridicularizar quem busca a felicidade ao invés do dinheiro, chamando-o de "pessoa sem ambição".

♦ Comparar objetos como carros, casas, roupas, e definir a vida em função destas comparações, ao invés de tentar realmente saber a verdadeira razão de estar vivo.

♦ Não conversar com estranhos.

♦ Sempre achar que os pais estão certos.

♦ Casar, ter filhos, continuar juntos mesmo que o amor tenha acabado, alegando que é para o bem da criança (que parece não estar assistindo às constantes brigas).

♦ Criticar todo mundo que tenta ser diferente.

♦ Acordar com um despertador histérico ao lado da cama.

♦ Acreditar em absolutamente tudo que está impresso.

♦ Usar um pedaço de pano colorido amarrado no pescoço, sem qualquer função aparente, mas que atende pelo pomposo nome de "gravata". (...)

♦ Manter um sorriso nos lábios quando se está morrendo de vontade de chorar e ter piedade de todos os que demonstram seus próprios sentimentos.

♦ Achar que arte vale uma fortuna, ou que não vale absolutamente nada. (...)

♦ Seguir a moda, mesmo que tudo pareça ridículo e desconfortável. (...)

♦ Usar todos os meios possíveis para mostrar que, embora seja uma pessoa normal, está infinitamente acima dos outros seres humanos. (...)

♦ Quando entrar no elevador, manter o corpo voltado para a porta de saída, e fingir que é a única pessoa lá dentro, por mais lotado que esteja.

♦ Jamais rir alto em um restaurante, por melhor que seja a história. (...)

♦ No Hemisfério Sul, encher a árvore de Natal de algodão, mesmo que o inverno nada tenha a ver com o nascimento de Cristo.

♦ À medida que for ficando mais velho, achar-se dono de toda sabedoria do mundo, embora nem sempre tenha vivido o suficiente para saber o que está errado.

♦ Ir à um chá de caridade e achar que com isso já colaborou o suficiente para acabar desigualdades sociais do mundo. (...)

♦ Acreditar que os outros sempre são melhores em tudo: são mais bonitos, mais capazes, mais ricos, mais inteligentes. É muito arriscado aventurar-se além dos próprios limites, melhor não fazer nada.

♦ Usar o carro como uma maneira de sentir-se poderoso e dominar o mundo.

♦ Dizer impropérios no trânsito.

♦ Achar que tudo que seu filho faz de errado é culpa das companhias que ele escolheu.

♦ Casar-se com a primeira pessoa que lhe oferecer uma posição social. O amor pode esperar.

♦ Dizer sempre "eu tentei" , mesmo que não tenha tentado absolutamente nada. (...)

♦ Evitar a depressão com doses diárias e maciças de programas de tv.

♦ Acreditar que é possível estar seguro de tudo o que conquistou.

♦ Achar que mulheres não gostam de futebol e homens não gostam de decoração.

♦ Culpar o governo por tudo de ruim que acontece.

♦ Estar convencido de que ser uma pessoa boa, decente, respeitosa, significa que os outros vão pensar que é fraco, vulnerável e facilmente manipulável.

♦ Estar igualmente convencido de que a agressividade e a descortesia no trato com os outros são sinônimos de uma personalidade poderosa. (...)

♦ Finalmente: achar que a sua religião é a única dona da verdade absoluta e que todos os seres humanos neste imenso planeta que acreditam em qualquer outra manifestação de Deus, estão condenados ao fogo do inferno.

(Paulo Coelho em O Livro dos Manuais)
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Baixe o Livro aqui: O Livro dos Manuais

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