segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Desenvolvimento dirigido aos nove anos iniciais do ensino fundamental

A Lei 11724/06 que institui o Ensino Fundamental de 9 anos de educação com a inclusão de crianças com 6 anos, tem por objetivos principais, assegurar um tempo maior de convívio escolar, visando um aproveitamento na aprendizagem do aluno; aumento eficiente do tempo; reflexão de todo o ensino fundamental e a elaboração de uma proposta curricular que atenda a particularidade de cada criança.
Conforme o PNE (Plano Nacional de Educação – criado pelo MEC – traça as diretrizes e metas para a Educação Brasileira),  o Ensino Fundamental de nove anos, pela inclusão das crianças de seis anos de idade, tem duas intenções: “oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos, alcançando maior nível de escolaridade”. 
O que pretende-se com a nova lei, é justamente qualificar o ensino e a aprendizagem da alfabetização, tendo maior tempo para o estudo das diversas áreas do conhecimento, valorizando o brincar e a ludicidade na prática pedagógica. O desenvolvimento infantil depende do investimento na formação do aluno como um todo, para que ele possa fazer bom uso social dos saberes e o professor deve ensinar aprendendo com as crianças. 
A referida lei, no art. 32, determina como objetivo do Ensino Fundamental a formação do cidadão, mediante: 
            I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno  domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
            II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia,
das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
            III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
            IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
 A ação docente deve acontecer nos planos de ação, representação e tomada de consciência criando situações para auto avaliação e expressão de si mesmo.
 As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil nos mostram importantes elementos para a proposta Pedagógica do ensino de nove anos, onde se destaca:
          • As propostas pedagógicas (....) devem promover em suas práticas de educaçãocuidados a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivo, linguísticos e sociais da criança, entendendo que ela é um ser total, completo e indivisível. Dessa forma, sentir, brincar, expressar-se, relacionar-se, mover-se, organiza-se, cuidar-se, agir e responsabilizar-se são partes do todo de cada indivíduo (....).
         • As múltiplas formas de diálogo e interação são o eixo de todo o trabalho pedagógico, que deve primar pelo envolvimento e pelo interesse genuíno dos educadores em todas as situações, provocando, brincando, rindo, apoiando, acolhendo, estabelecendo limites com energia e sensibilidade, consolando, observando, estimulando e desafiando a curiosidade e a criatividade, por meio de exercícios de sensibilidade, reconhecendo e alegrando-se com as conquistas individuais e coletivas das crianças, sobretudo as que promovam a autonomia, a responsabilidade e a solidariedade.
Destaco estes elementos como fundamentais no desenvolvimento do aluno, por ser uma síntese de um trabalho pedagógico completo e articulado com as crianças. Ensinar é feito para e com o outro. O desenvolvimento infantil está vinculado ao conjunto de práticas que se relaciona à visão de mundo e da realidade de cada um.
O novo Ensino Fundamental de nove anos, leva a repensar o seu todo. Conforme o SEB (Secretaria de Educação Básica): “O desenvolvimento maior ou menor [...] as possibilidades de aprendizagem dessas crianças são determinados pelas experiências e pela qualidade das interações às quais se encontram expostas no meio sociocultural em que vivem ou que frequentam. Daí o papel decisivo da família, da escola e dos professores, como mediadores culturais no processo de formação humana das crianças.”
 Segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases – lei número 9.394 – Art. 1°): “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana...”.
 O ingresso no Ensino Fundamental não deve ser visto como uma ruptura da convivência familiar ou da educação infantil, e sim a continuidade de seu desenvolvimento como pessoa na sua totalidade. Deve-se organizar o trabalho pedagógico, definindo metodologias, objetivos, planejamento e avaliação; para que as crianças se sintam acolhidas e inseridas num ambiente sério e também prazeroso e acolhedor e para que a mudança se torne natural e agradável.
 O trabalho coletivo entre Gestão, Professores e Pais deve ser um exercício contínuo dentro da escola, e é de extrema importância para assegurar um melhor desempenho das funções de todos os envolvidos. Assim como também a formação continuada da gestão e professores é imprescindível,  pois somente assim pode-se garantir um trabalho de qualidade para a nossa educação, garantindo um bom trabalho no desenvolvimento infantil de nossos pequenos.


2 comentários:

Fábia disse...

Oi Joyce muito bom esse texto postei um link la no tia da creche...beijinhus

Pedagoga Jóice Nunes disse...

Obrigada querida, por divulgar meu texto... Abraços apertados \0/

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