sábado, 5 de março de 2016

Alimentação Saudável em 10 Lições

1- Faça refeições saudáveis, contendo alimentos in natural, coloridos, variados e integrais.

2- Em casa, ajude no preparo das refeições e conheça novos alimentos.

3- Coma frutas, legumes e verduras, se possível da estação e produzidas na região.

4- Combine sempre arroz com feijão nas refeições.

5- Sempre que possível coma com familiares ou colegas da escola.

6- Evite alimentos não saudáveis como, doces salgadinhos e refrigerantes.

7- Coma devagar e mastigue bem os alimentos.

8- Diminua a quantidade de sal e óleo e evite adicionar açúcar  nas bebidas.

9- Beba água.

10- Pule, brinque, dance e pratique esportes.

Movimente-se!!!

Fonte: Livro Aprender e Saber - Língua Portuguesa - Fernanda Ribeiro do Valle


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sábado, 23 de janeiro de 2016

Nosso Corpo por dentro!

Aparelho Digestivo


Esqueleto


Aparelho Respiratório


Aparelho Circulatório


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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Dicas de Etiqueta: Minha casa é sua casa?!

Ooie
Hoje vim falar sobre dicas para quem vai dormir na casa de amigos, parentes, etc. Ou seja: o que é legal e o que não é legal de fazer quando for dormir em uma casa que não é a sua!
Recentemente eu fui dormir na casa de amigos e parentes, e sempre penso em não ser um peso para meus anfitriões. Ainda mais que levo minha filha de 10 anos. Na verdade é mais o que você deve prestar atenção, são detalhes que para muita gente já são cuidados normais, e para outras serão detalhes desapercebidos como coisas banais. Na minha opinião, cuidando pequenos detalhes, sua visita será mais tranquila e agradável :D


1) Não largue suas coisas em qualquer lugar!

Quando você chegar na casa, pergunte aos seus amigos ou parentes onde você pode colocar seus pertences (mochila, sacola, mala, etc.). Já vi pessoas largando sacolas em sofás, cadeiras, onde fazem falta para as pessoas sentarem. Seus anfitriões nem sempre terão coragem de te falar onde você pode hospedar suas "tralhas", já que você é a visita e eles querem te agradar!

2)  Não peça para trocar de roupa!

Você chega na casa de sua visita com sua roupa de "domingo", aí na chegada você pede para ir no banheiro colocar sua roupa de "mendigo" hiper confortável que você usa quando está depressivo em casa. Genteee, você se arrumou não só para o trajeto do passeio, mas também para interagir com seus amigos que também se arrumaram. E se eles quiserem te levar a um passeio? Ou na casa da vizinha conhecer o filhote de rottweiler que nasceu? Já vi anfitriões que se ofenderam com a atitude...

3) Não deixe suas coisas espalhadas pela casa!

Além de ser ruim para você, que com certeza acabará se esquecendo da metade de seus pertences na casa de seus amigos, é muito estranho para os donos da casa irem no banheiro e dar de cara com a calcinha "freiada" de seus filhos jogadas num canto! Pelamor! Já vi também Anfitriões que ficaram catando pequenos objetos das suas visitas e juntando em um cantinho, que feio! Cuide de suas coisas e não leve tão a sério a frase "Sinta-se em casa".

4) Se está com fome, aceite a oferta!

Se estiver com fome, não recuse se os anfitriões oferecerem algo para comer; eles estavam te esperando e se prepararam para este momento. Até porque você não quer se "atracar" no almoço ou janta porque fez "boquinha" e não aceitou nada o dia todo. Não precisa exagerar comendo tudo o que seus amigos tem na geladeira, mas ficará difícil dormir depois com a barriga "roncando" de fome!

5) Cuide seus filhos!

 Não tem coisa mais feia do que você "fingir" que não está vendo seu rebento colocando a casa abaixo. Tem anfitriões que dizem que não se importam, e até falam "deixa ele(a), está se divertindo" mas isso é pura e educada MENTIRA! Depois que você sair com certeza o seu fulaninho mal educado vai virar o assunto da semana. Eu, particularmente sou uma ótima anfitriã, mas não deixo os filhos de minhas visitas "detonarem" minha casa. Por isso não corra o risco dos donos da casa "educarem" seus filhos na sua frente. As crianças, até as mais educadas, tendem a perceber que você está concentrada em outras coisas e se salientarem. Aproveite o passeio mas fique atento ao que seus pequenos estão aprontando!

6) Ajude em alguma coisa, mas não insista!

Se ofereça para lavar uma louça, pôr a mesa de uma refeição, fazer uma sobremesa... Mas atenção! Se os donos da casa insistirem que NÃO precisa, não insista! Muitas pessoas gostam de ajuda, mas algumas curtem cozinhar sem ajuda, ou não gosta que mexam em suas coisas. Conheço uma pessoa que chega na casa de seus parentes e faz muitaaaa questão de fazer arroz, a sobremesa... A pessoa visivelmente fica constrangida e é obrigada a deixar, porque a pessoa não dá outra opção! Feio feio...

7)  Siga a rotina da família!

Tem pessoas que tem sua rotina toda programada, e receber visitas já é uma mudança de rotina, então não torne tudo mais complicado. Pergunte em quais horários seus anfitriões tomam banho, acordam... Por mais que eles falem que você pode fazer seus horários, não esqueça que a casa não é sua. Tem anfitriões que realmente não se importam, mas na dúvida sonde como a rotina é estabelecida na sua ausência.

8) Não acampe!

Visita é bom, mas cansa. Por mais que a casa de seus amigos e parentes seja confortável e agradável como um hotel cinco estrelas; com a adorável diferença que você não desembolsa uma fortuna, não abuse! Seja uma visita "simancól" e fique o tempo suficiente para sentirem sua falta!

9) Esqueça a TV e o Celular!

 Cuide-se para não ficar grudada(o) no celular! Sabemos que hoje em dia é super normal estarmos sempre conectados no WhatsApp, Facebook, mail, etc... Mas ora, você foi visitar alguém para conversar, interagir, trocar ideias, olhares, toque! Deixe um pouco a tecnologia de lado e aproveite o momento. Assistir sua novela favorita, se os anfitriões não assistem, fica fora de questão. Não peça para trocar de canal se seus amigos não pediram sua opinião!

10) Agradeça e retribua!

Seja grato pela atenção e dedicação com que te receberam. Ofereça sua casa para que seus amigos desfrutem da sua cia também. Não existe nada melhor que demonstrarmos nosso carinho e gratidão pelas pessoas que amamos. ;)

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

As Mães desnecessárias


A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha.
Até agora. Agora, quando minha filha de quase 18 anos começa a dar vôos-solo.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, aponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Dê a quem você ama: Asas para voar… Raízes para voltar… Motivos para ficar…

(Dalai Lama)
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Não, nunca foi uma capa. É um vestido mesmo. E ela continua sem rosto...



Há um discurso corrente que reforça a ideia de que mulheres que se tornam mães se tornam, também, super heroínas. 
Que são super mulheres que dão conta de diferentes demandas e acumulam diferentes tarefas.
Mulheres maravilhas, dotadas de capacidade diferenciada do restante da população, capazes de modificar agendas, de se transformar em múltiplas e até, quem sabe, multiplicar os pães. 
Tudo isso para dar conta da casa, da vida profissional, dos filhos, da alimentação, das roupas, de suas demandas individuais e mais as demandas individuais das pessoas de sua convivência. 
E então nós, as mães, batemos no peito, ostentamos nosso orgulho e bradamos ao coletivo: SIM, SOMOS FODA. Somos mulheres maravilhas e damos conta de tudo. Dane-se que você não dê, dou conta no seu lugar, faço a sua parte e faço muito bem feito.
Sabe o que é isso? Não é um super poder.
Sabe o que é isso? Não é um dom, uma dádiva.
Sabe o que é isso?
Isso se chama: falácia. Isso se chama: opressão.
Isso se chama: discurso criado pelo senso comum (machista, patriarcal e opressor) e reverberado por nós mesmas e que não, não nos representa. Não nos privilegia. Não nos ajuda. E nos oprime. Ainda mais.
Veja. À medida que reforçamos o fato de termos poderes que não temos (porque não, gente, não temos...), dizemos à sociedade: “Tudo bem essa sobrecarga, eu aguento”. “Tudo bem esse acúmulo de tarefas, eu dou conta”. “Tudo bem que você não queira fazer sua parte com seus filhos, eu faço”. Nós dizemos: “Tudo bem. Eu aceito. E faço desse limão uma caipirinha”. “Deixa pra mim, eu faço o que você deveria fazer”.
E assim, aceitando esse discurso que nos sobrecarrega, nos cansa, nos esgota, vamos tocando em frente, achando que, por isso, somos especiais.
Nós não somos especiais. 
Nós nos cansamos, e sofremos, e sentimos, e choramos de exaustão, e fingimos que não dói e que tudo bem, somos resilientes e vamos superar. Porque o que não nos mata faz o que? “Nos torna mais fortes”. Pode ser que sim. Mas também pode ser que não. Querem te fazer acreditar que sim. Mas tente perguntar a si mesma: está legal como está?

E assim, as pessoas vão deixando sobre nossos ombros, disfarçado de “elogio e reconhecimento de nossas capacidades e habilidades”, tarefas que não são nossas, responsabilidades que deveriam ser divididas, papéis que não deviam estar sendo desempenhados apenas por nós. Emocionalmente, fisicamente, moralmente, financeiramente. É como se você, sendo CEO de uma empresa cujo bom desenvolvimento depende da atuação equilibrada e equânime de toda a equipe, depositasse sobre um único funcionário as tarefas e responsabilidades de dois, três, sabe-se lá quantos. E, a respeito desta carga desrespeitosa e desumana, é como se você dissesse: “Parabéns, Fulano. Você é nosso melhor funcionário. Faz o que dois ou três deveriam fazer, e ainda faz bem feito”. Sai dando tapinha no ombro e enaltecendo o cara – desrespeitado e violado em seus direitos – por sua admirável capacidade de... fazer o que todos deveriam estar fazendo. Esse funcionário tem algumas alternativas para sobreviver dentro desta organização, entre elas duas: fantasiar que, sim, ele é especial, tem habilidades diferenciadas e essa sobrecarga na verdade o enaltece e engrandece perante os demais e "Puxa! Isso é ótimo! É um sinal de alto reconhecimento social e profissional". Ou... Ele pode perceber a exploração e a sobrecarga e recusá-la. E se manifestar. E mostrar que não, aquilo não é uma benesse, é um prejuízo. E pode se rebelar, exigir melhores condições para desempenhar suas tarefas, reivindicar tratamento equânime e tudo mais que sabemos ser justo para a busca do equilíbrio coletivo. Pode ser que ele seja demitido. E tudo bem para a empresa, porque, ao ser demitido, outras pessoas farão o seu papel – afinal, o mundo capitalista produz gente implorando por vaga de trabalho, logo ele será substituído, quiçá por alguém que aceite sem reclamar e sem “fazer beicinho ou dar xiliquinho” o acúmulo de tarefas e a sobrecarga de funções que ele se recusou a aceitar.
Tal qual a analogia, mães podem perceber a exploração e sobrecarga. Mães podem se manifestar. E mostrar que, não, não é uma benesse, é um prejuízo, um desrespeito. E podem se rebelar sim, e exigir melhores condições para desempenhar suas tarefas, para ser e viver como mãe sem que se sinta funcionária, podem reivindicar tratamento equânime e tudo mais que sabemos ser justo em busca do equilíbrio coletivo. Mas sabe o que elas não podem fazer? Não podem se demitir. Porque, paradoxalmente, parece que ali não entra a tal relação mercadológica de oferta e procura. Porque não, NÃO HÁ NINGUÉM PARA FAZER EM SEU LUGAR. E não é porque talvez existam 3, 4, 5 ou 6% de “personagens” que fazem seu papel e contribuem para a manutenção da equidade nas relações familiares e nas demandas necessárias – e estou sendo bem, bem generosa -, vamos pintar com cores mais coloridas os 97, 96, 95 ou 94% que não fazem e que, por não fazerem, estão sobrecarregando essas mesmas proporções de mulheres mães. Elas não podem deixar de fazer porque isso significaria deixar crianças ao deus dará, soltas no mundo, no “cada um por si e deus contra todas”. E a sociedade se esforçou muito para incutir nessas mulheres a crença de que NÃO PODEM fazer isso e oferecer a elas doses alopáticas de CULPA por todo e qualquer pensamento que tenham nesse sentido.

Então, ladies queridas, tenham cautela ao se proclamarem super mulheres e heroínas porque vocês possuem múltiplas habilidades, suficientes para suprir ausências. Vocês não são. Nós não somos. Isso foi uma grande falácia criada para nos sentirmos especiais por fazer o que TODOS deveriam estar fazendo. Não há coerência nenhuma em defender o tão sábio e verdadeiro discurso do “É PRECISO TODA UMA ALDEIA PARA CRIAR UMA CRIANÇA” se, quando a aldeia falta – e parece que ela sempre falta – disfarçamos essa ausência sob rótulos maravilhosos de heroínas.

Se somos mulheres maravilhosas? Sim, somos. Mas não porque damos conta daquilo que outras pessoas não dão. Somos maravilhosas porque estamos organizadas e nos organizando em busca de apoio social, de formação de redes que nos apoiem mutuamente, em busca de educação não violenta para nossas crianças, porque estamos fugindo dos rótulos medicalizantes, porque nos dedicamos às nossas vidas pessoais e profissionais INCLUINDO nossas crianças – e não pensando no próximo horário para nos livrarmos delas. Somos maravilhosas porque sobrevivemos em um mundo chauvinista, machista, segregador, agressivo e violento. Especialmente com a gente.
Se somos heroínas? Não somos. Estamos é sobrecarregadas. Não porque trabalhamos. Mas porque continuam a achar que as crianças são responsabilidades apenas nossa - ou principalmente nossa. E não são. 
Não douremos a pílula nem banalizemos o mal. Nunca foi uma capa. Era um vestido mesmo. E a moça do vestido continua sem rosto, despersonificada no meio da multidão, bastante cansada. E cuidando da aldeia. Mesmo sem querer ser e estar assim, mesmo sem ser isso. Não queremos capas. Queremos respeito e equidade. Super mulheres? Mulheres maravilhas? Não queremos mais esse título, obrigada. Pegue-o para si, aldeia.


Semana passada, por conta de um desafio que tivemos que cumprir, eu e minha parceira de trabalho entrevistamos, de uma vez, 106 mulheres mães que fazem parte da minha rede virtual. Perguntamos a essas mulheres o que eles estavam sentindo, quais eram os principais desafios que precisavam vencer, o que as deixava felizes como mães, quais eram suas metas e anseios como mulheres também mães. Sabe o que resultou disso? Um perfil muito, muito sério e preocupante. De mulheres cansadas e tristes. As poucas que se mostraram felizes e satisfeitas com o papel – ou papéis – desempenhado, reconheciam-se como privilegiadas e isso porque “sabiam que felicidade não está entre os sentimentos mais frequentes das mães atuais”. Essa angústia não suplanta qualquer bem querer e forma de amor que tenham por suas crianças. Mas parece que algo nós já sabemos: não basta só amar. É preciso que sejamos apoiadas e que as relações desiguais desapareçam. Ou seremos sempre representadas como mulheres maravilhas felizes com suas neuras em busca do melhor alvejante para o chão e que conseguem preparar a comida enquanto terminam um relatório. 
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